SERVIÇOS

- Instalações ligadas á rede em sistema de micro-produção de electricidade.

- Instalações solares e eólicas de produção de electricidade em locais isolados.

- Instalação de bombas solares para furos, poços e barragens.

- Instalação de bombas solares de piscinas.

- Manutenção de centrais fotovoltaicas em regime de contrato plurianual.


- Análise de cargas e projecto da instalação.
- Fornecimento de equipamentos e a sua montagem
- Assistência técnica pós venda e manutenção
- Remodelação e ampliação de instalações já existentes
- Monitorização de vento - Aluguer e venda de anemómetros registadores


Instalações Solares Térmicas:
- Projecto de pequenas instalações
- Fornecimento e instalação de equipamentos
- Assistência técnica e manutenção



PRODUÇÃO DE ELECTRICIDADE POR VIA SOLAR E EÓLICA

A energia solar e a eólica permitem a produção de energia eléctrica dum modo simples, sem custos com combustíveis e sem poluição ou ruído.
Distingem-se habitualmente duas situações:
- Os locais isolados sem ligação á rede eléctrica em que a energia produzida se destina ao consumo próprio.
- Os locais servidos pela rede eléctrica e nos quais a electricidade produzida por via solar e/ou eólica é vendida á rede pública.

1- ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA
Designa-se por célula fotovoltaica o dispositivo que permite a conversão directa da luz solar em electricidade. Um módulo fotovoltaico é uma estrutura de metal e vidro que permite a montagem e ligação destas células de modo a possibilitar o aproveitamento prático da electricidade produzida.
Os módulos solares existentes vão desde alguns miliwatts, utilizados por exemplo nas calculadoras portáteis, até mais de 200 W, com 1,3 a 2 metros quadrados e utilizados para produzir energia em centrais fotovoltaicas.
As principais vantagens da energia fotovoltaica são:

- Produzir electricidade sem poluição ou consumo de combustíveis
- A inexistência de componentes móveis, sendo a duração dos módulos muito elevada.
- A disponibilidade de Sol em praticamente todos os locais do Planeta.
- A modularidade, que permite fazer unidades de produção de qualquer tamanho.

1.1- Sistemas isolados
As mais interessantes aplicações da energia fotovoltaica são sem dúvida nos locais sem acesso á rede de distribuição eléctrica, possibilitando o fornecimento de energia eléctrica a populações isoladas e com poucos recursos, nomeadamente na Ásia e em África.
Também em Portugal existem ainda muitos locais nestas condições e a energia solar pode ter um importante papel social, permitindo fixar populações em ambiente rural, com acesso a todas as vantagens da vida moderna (Internet, TV, iluminação, água canalizada).

Os sistemas fotovoltaicos em locais isolados são constituídos pelos módulos, regulador de carga, bateria de acumuladores e inversor.
Para apoio em períodos de pouca radiação solar pode montar-se um grupo gerador ou um gerador eólico.

1.2- Centrais de produção
As instalações fotovoltaicas ligadas á rede são centrais, que injectam na rede pública a energia produzida, podendo a sua potência ir dos 100 W a vários MW.
A mais interessante solução é a central de micro-produção, com potências até 3,68 KWp por ter acesso á tarifa bonificada.

Nos países desenvolvidos a maioria dos proprietários destas centrais são os donos das habitações, e pequenos e médios empresários interessados no bom negócio que é a venda da energia eléctrica e também na boa imagem ambiental associada.
Os sistemas de ligados á rede são constituídos apenas pelos módulos solares e um inversor que fornece a energia produzida á rede de baixa tensão (230 V 50 Hz).

1.3- As mega-centrais
Estão-se a generalizar as centrais fotovoltaicas com vários MW de potência.
A vantagem é a redução relativa de custos de instalação e manutenção, podendo utilizar-se terrenos incultos e em locais remotos com pouco valor comercial para outros usos.
No entanto,a produção de elevadas quantidades de energia eléctrica num local implica o seu transporte para os locais onde será consumida, o que acarreta perdas na transformação e transporte pela rede eléctrica.

Uma das principais vantagens da energia solar fotovoltaica é a produção descentralizada (daí o chamar-se módulo solar ao dispositivo que transforma a luz solar em energia eléctrica), pelo que em termos de custo unitário (preço de cada Wp de potência instalada), não é significativamente mais barato fazer uma central com vários MW em relação a várias de alguns KW.


PRODUÇÃO DE ELECTRICIDADE A PARTIR DAS
ENERGIAS RENOVÁVEIS - Custos e rentabilidade

No presente documento pretendemos apresentar a situação da produção de electricidade em pequena escala (essencialmente para uso doméstico) a partir da energia solar fotovoltaica e eólica.
Se começar a ficar muito pessimista com a exposição apresentada nas linhas seguintes passe directamente para o ponto 4/5 e veja ao que pode ser feito ao abrigo da micro-geração.

1 - TIPO DE SISTEMAS
1.1 - Sistemas autónomos, em que a energia é produzida, armazenada em baterias e consumida no local de produção. Estes sistemas são utilizados em locais remotos, onde a rede de distribuição de electricidade não chega e representam a aplicação mais conhecida e antiga dos sistemas solares e eólicos.
Nestes sistemas o custo da energia produzida é elevado, pois temos que adquirir todo o equipamento de produção, mas constituem a melhor alternativa para ter electricidade em locais isolados da rede.
Utilizar um grupo gerador barulhento, poluente e de vida muito limitada é a outra solução de custo inicial mais baixo, mas que não garante energia todo o dia e tem um elevado custo com combustível e manutenção.
Os sistemas autónomos do ponto de vista económico não têm interesse para que tem ligação á rede de distribuição da EDP pois ao preço actual da electricidade um sistema destes leva mais de 50 anos a amortizar.

1.2 – Sistemas ligados á rede de distribuição de baixa tensão da EDP em que toda a energia produzida é injectada e vendida á rede.
Estes sistemas são simples e eficientes mas a sua rentabilidade económica está ligada ao valor da tarifa da venda da electricidade definida pelo governo.
Um sistema fotovoltaico para produção da energia consumida na sua casa ou indústria tem um período de retorno do investimento de 38 anos (neste caso cada KWh vale os 0,12 Euros, tarifa de venda da EDP).
Se a energia for vendida com uma tarifa bonificada de 0,55 Euros (2010), o retorno do investimento faz-se em 5 anos.
A tarifa já desceu de 0,65 para 0,55 cêntimos, mas o preço dos módulos solares tem caído igualmente, o que matém a rentabilidade da micro-produção.

2 – DO MITO Á REALIDADE
2.1 – Mito: Produzir electricidade a partir do sol e do vento é barato
Realidade: Embora a fonte de energia seja gratuita e inesgotável, os equipamentos de produção são caros embora o seu preço esteja a dimunuir.
2.2 – Mito: Posso satisfazer todos os meus consumos com recurso ás energias renováveis.
Realidade: As energias renováveis têm variações naturais (por vezes o sol não brilha e o vento não sopra) e podemos ter que adaptar o nosso estilo de vida para as utilizar. Dificilmente conseguimos satisfazer 100% das necessidades de electricidade apenas com o sol e o vento como fontes de energia. Produzir grandes quantidades de energia implica a aquisição de muitos módulos solares ou um grande gerador eólico.
Fica mais económico poupar energia que tentar produzi-la em grande quantidade.
2.3 – Mito: Investir em energias renováveis é um grande negócio.
Realidade: Nos sistemas de pequena dimensão o retorno do investimento é no mínimo de 5 a 6 anos no caso de não haver recurso ao crédito bancário. Com juros a pagar este período pode aumentar muito. A vantagem é que, a longo prazo o rendimento é garantido, desde que o governo não altere as regras de remuneração.

3.3 – Micro produção regulamentada pelo Decreto-Lei nº 363/2007 de 2 de Novembro, a aguardar alteração (Março 2010).

4 – MICRO PRODUÇÃO
4.1 - A micro produção é a mais interessante forma de produzir a sua electricidade, a partir de sistemas solares fotovoltaicos ou eólicos.
Pode ser instalada por particulares numa sua casa ou terreno onde exista uma instalação de consumo de electricidade (baixada e contador da EDP) e ainda em condomínios.
4.2 - Existe a exigência de se dispor ou, instalar no local, um sistema solar térmico com pelo menos 2 m2 no caso de particulares ou realizar uma auditoria energética ao edifício, aplicando as correcções preconizadas no caso de condomínios.
4.3 - A potência solar ou eólica máxima a instalar no regime de tarifa bonificada (que é o único que realmente interessa) é de 3,68 KW ou 50% da potência contratada com a EDP.
4.4 - Para estes sistemas a tarifa paga pela EDP por cada KWh vendido é de 0,55 Euros.
O retorno do investimento faz-se em 5 a 6 anos (sem juros bancários).
4.5 - O governo garante o pagamento da tarifa por 15 anos, embora o preço desça a partir do 5º ano.
4.6 - Pode ser necessário um seguro de responsabilidade civil para a instalação, contudo a venda da electricidade não constitui receita para efeitos de IRS.
4.7 – A remuneração de sistemas eólicos é de apenas 70% dos sistemas fotovoltaicos.
4.8 – O contador de venda, a adquirir pelo produtor deve dispor de telecontagem.

5 – ASPECTOS PRÁTICOS
5.1 - Uma central de produção de energia solar fotovoltaica é constituída pelos módulos solares, instalados no telhado, terraço ou em estrutura ao nível do solo e pelo inversor que converte a energia dos módulos em 230 V sincronizados com a rede.
Existem ainda cabos de ligação, disjuntores e equipamento de protecção.
A estrutura de suporte e fixação dos módulos, que no caso de se dispor de espaço, pode ser móvel fazendo seguimento solar e aumentado a produção anual de energia até 30%.
A electricidade volta á rede através dum contador de energia. (outro que não o existente, que mede a energia comprada á EDP).
5.2 – Uma central fotovoltaica de 3,68 KWp custa cerca de 15 000 Euros e ocupa cerca de 28 metros quadrados. A central de 3,6 KW com seguimento solar custa cerca de 20 000 Euros e é constituída por 2 suportes “trackers”.
5.3 – Nos sistema de produção eólica existe um gerador eólico e respectiva torre, inversor de ligação á rede, cabos de ligação, e protecções.
Para se poder calcular o retorno dum investimento em energia eólica é necessário conhecer o regime de vento no local da instalação. No geral, todos os locais com velocidade de vento média anual superior a 4 m/s são adequados.

6 – CONCLUSÕES
Se dispõe de alguma poupança que possa investir no longo prazo (6 anos) a aquisição dum sistema solar ou eólico propõe um bom lucro ao longo dos 15 anos de tarifa garantida.
Todos os números apresentados podem melhorar se, como será inevitável, o preço da electricidade aumentar.